domingo, 22 de janeiro de 2012

Emprestado

Essa noite eu tive um sonho. Não soube se era meu ou emprestado.
Nem se prestava. Me prestei a fazer tudo pra não ter volta.
E lá se foi uma parte de minha noite. Exausta com palavras desconhecidas e gestos que me lembravam.
Olhos fechados pra ver além. Dessa viagem, só a certeza de que precisava de música. Mais alta que diálogos. Fiquei entre soluços pra tentar entender. Nisso foi meu dia todo.
Outra noite eu vou procurar o dono e devolver o sonho que eu não quero ter.
Porque eu me empresto, mas nem tudo que volta deve ser meu.

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